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Porquê começar um blog e porque raio quero que o leias?

Posted on Setembro 25, 2025Dezembro 29, 2025 By diogo
Tempo de leitura: 2 minutos

Pessoas e ouvidos

Tenho percebido que conheço pessoas incríveis e que tenho crescido mais e mais com elas. Quero partilhar os meus dias e que saibam daqueles que vou encontrando. Honestamente, também gostaria de perceber quem é capaz de gostar de mim, das minhas ideias, ou só mesmo de algumas palavras.

Não que precise, nem que venha um retorno material com nada disto. Apenas pela experiência de partilhar, pela ação de escrever, quero mudar alguma coisa, nem que seja para perceber que não consigo mudar nada.

Início

Tenho alguns poemas que gostaria de partilhar. Comecei esta escrita durante a pandemia, quando, sem nada para fazer, me virei para as ferramentas ancestrais, o lápis e a caneta e me pus a pensar na situação onde me encontrava. Na verdade, já tinha escrito um poema alguns anos antes, para a minha irmã. Estava irritado com ela e escrevi o aclamado “Mariana, cara de banana”.

A minha irmã parva, sim senhor,
a cara dela é um horror.
É burra a valer,
nem se consegue mexer.

Ela é uma mimada,
o oposto de uma fada.

Pensa que é a maior,
mas é a menor,
É muito totó,
nem consegue fazer cocó.

O sonho dela é cantar,
mas só me apetece vomitar.
Ela gosta de me bater
e adora convencer.

Chama-se Mariana,
mas deveria se chamar cara de banana.

Tenham em mente que tinha 8 anos de idade quando escrevi isto. Ok? Adoro a minha irmã e nunca falaria tão bem dela hoje em dia.

Início parte 2

Sobre o primeiro poema que escrevi na pandemia e que deu início a uma cascata de prazer pelas palavras, aqui segue o poema, quando estávamos incertos do que se passava, as pessoas transformaram-se em ecrãs e ecrãs em pessoas. Coincidência interessante, escrevi-o (quase) exatamente à quatro anos (11/09/2021)

Confinados

No cubo preso
Onde tristeza se queda,
Queda melhor que a de fora
Onde o vírus busca moeda.

Se diz que muta,
Mas como muda a truta,
Cambia o que a trata.

Numa esfera de loucos,
Caminhamos para o vértice.
Esperança é de sair,
Ver a luz, amar e rir.

A partir daqui, das sonoridades das palavras que me saíram de rajada, entendi que tudo é tudo e que do nada, tudo explodiu. Por outras palavras, percebi que existem muitas formas de compreender o mundo, as palavras foram criadas e posso brincar com elas e fazer mais palavras de tudo que já existe (da palavra que não existe, crio-a para o que existe, tudo).

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